segunda-feira, 26 de abril de 2010

Hoje

Hoje não tenho o que reclamar da minha vida... to calmo... to em paz... infelizmente, nada aconteceu, mas felizmente, nada aconteceu. Pode parecer estranho mas é isso mesmo. Eu continuo esperando uma boa noticia, que as vezes acho que nunca vai chegar. Não adianta me questionar... eu não sei que boa noticia é essa que eu tanto espero, mas eu espero. Eu sei que ela esta para chegar ... só não sei como... nem quando... nem onde...
Hoje é só mais um dia da minha vida... e vai continuar sendo só mais um dia da minha vida.

Luz Din Gravedad

Belinda
Sola recordando
Mientras los segundos van pasando
No sé como te podré olvidar
Cae la lluvia en la ventana
Dibujando tu mirada
Un instante es una eternidad

Estoy cansado de soñar sin ti
Confundir la realidad

Y no sé si volverás
Para amarme y esperar
Sin pedirme nada más
Si pudiera ser verdad
Ya no habría obscuridad

En cada historia hay un final
En cada amor hay desamor
En cada encuentro hay una ilusión
Somos tanta gente sola y diferente
Amar es ir contigo hasta morir

Y no sé si volverás
Para amarme y esperar
Sin pedirme nada más
Si pudiera ser verdad
Ya no habría oscuridad

Y no sé si volverás
Para amarme y esperar
Sin pedirme nada más
Si pudiera ser verdad
Ya no habría oscuridad
Solo luz sin gravedad
Si pudiera ser verdad
Ya no habría oscuridad
Ya no habría oscuridad

Sola recordando
Mientras los segundos van pasando
No sé como te podré olvidar.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Novos Horizontes

Engenheiros do Hawaiicorpos em movimento
universo em expansão
o apartamento que era tão pequeno
não acaba mais
vamos dar um tempo
não sei quem deu a sugestão
aquele sentimento que era passageiro
não acaba mais
quero explodir as grades
e voar
não tenho pra onde ir
não quero ficar
novos horizontes
?se não for isso, o que será?
quem contrói a ponte
não conhece o lado de lá
quero explodir as grades
e voar
não tenho pra onde ir
mas não quero ficar
suspender a queda livre
libertar
o que não tem fim sempre acaba assim

sábado, 17 de abril de 2010

Bobo

Bobo é aquele que muda seus planos para ajudar os outros... no final nunca é valorizado.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Olhar

Troca de olhares, risos, caretas, historias surgindo do nada.
Como é bom olhar para alguem em um momento de desespero e ser bem vindo nos olhos do outro. Largar tudo que acontece em volta só para os dois se olharem e rirem disfaçardamente, professor de lado, discuções também. É o momento em que o lugar desaparece e surge então o espaço unicamente do lúdico. Tudo é válido. Sem pretenções de nada, sem palavras, só olhares. E ao final de tudo, nada. Um sorriso de obrigado e um até logo e cada um segue sua vida.
Amizade é algo lindo e insubstituivel.

Dor

Dores musculares. Dores físicas. Dores emocionais. Dores profissionais. DORES, Dores, dores...
Tantos tipos de dores no mundo, e qual dor que importa?
Será as dores politicas do país e do mundo que todo deviam se preocupar e poucos se preocupam? Ou então as dores tolas de alguém que quer paz e o mundo não deixa de se preocupar?
Dor de quem está sozinho. Dor de quem está em muitos. Dor de quem tem saudade. Dor de quem está sufocado. Dor de quem é abandonado. Dor de quem não tem paz. Dor de quem trabalha muito. Dor de quem não faz nada. Dor de quem machuca a pele. Dor de quem machuca a alma.
Tantas dores no mundo... E no momento só me preocupo com as minhas.
É assim tão ruim? Um erro talvez? Ou falta de interesse pelo resto?
Quem sabe ?
Só sei que hoje... Minha costas doem!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"A imensidão está em nós. Está ligada a uma espécie de expansão do ser que a vida refreia, que a prudência detém, mas que retorna na solidão. Quando estamos imóveis, estamos algures; sonhamos num mundo imenso. A imensidão é o movimento do homem imóvel."
(Ibidem)

domingo, 11 de abril de 2010

Coisas

Hoje percebi que as vezes as pessoas não se importam muito com o que acontece com os outros. Não estão nem ai se a pessoa está bem ou não. Só esperam que cada um faça sua parte, porque se não fizerem, vão cair em cima. E destruir cada um. Por incrivel que pareça, eu faço tudo que me deixa designado a fazer. Isso me lembra, preciso mecher nas estruturas da peça, e prender os cabos de aço.
Tambem quero arrumar o meu "guarda-roupa" que faz muito tempo que esta quebrado mas eu nunca crio coragem de arrumar. Tive ideias de como fazer, só preciso comprar algumas coisa. Percebi que eu sou bom em arranjar soluções para as coisas, pequenos ou grandes problemas. Nada como ter estudado física.
Engraçado pensar que algumas coisas que estudei na escola realmente me serve de algo. E também descobrir que eu realmente aprendi os conceitos das coisas, mesmo as vezes não lembrando o nome, ou a formula direitinho, eu sei como as coisas acontecem e como aconteceram. Não sou tão burro assim a final de contas. Meio lerdinho talvez.
To meio chatiado com o mundo isso sim, em pensar que poderia estar viajando com um grupo, aprendendo o fazer teatral, em vez de aprender as teorias e a dar aula como aprendo na faculdade. Vontade de largar a faculdade e ir atras de um grupo que me deem uma oportunidade. Só precisava de uma oportunidade, nada mais. Mas também não dá para ficar parado na esperança que alguem vai me convidar para fazer uma peça, é meio irreal isso.
Se eu tivesse grana, ia para o rio, atras do Tá na Rua, ou pra porto alegre, atraz do Oi Nois Aqui Traveiz. Ia ser otimo, mesmo achando que não sou muito ator de rua. Também não vou saber se não experimentar. Dificil quando você escolhe um caminho e de repente percebe que talvez não tenha sido o melhor. Também não tem como eu afirmar isso, nem como falar que foi o pior.
É assim mesmo. Sei lá.

terça-feira, 30 de março de 2010

Solange:

"Berre à vontade! pode até lançar seu grito derradeiro, Madame! Enfim! Madame está morta! Estendida no linólio... Estrangulada pelas luvas de lavar panelas. Madame pode permanecer sentada! Madame pode me chamar de senhorita Solange! Justamente. É por causa do que eu fiz. Madame, o doutor me chamará Senhorita Solange Lemercier... Madame devia ter tirado o vestido preto, é grotesco. Eis-me aqui reduzida, por luto a minha criada. A saída do cemitério, todos os empregados do bairro desfilavam diante de mim como se eu fosse alguém da família. Tantas vezes fiz de conta que ela pertencia à família. Vai ver que a morte levou esse gracejo até as últimas conseqüências. Oh! Madame, sou sua igual Madame, e ando de cabeça erguida... Não, senhor inspetor, não... o senhor não saberá nada sobre o meu trabalho. Nada sobre o nosso trabalho em comum. Nada sobre a nossa colaboração para esse assassinato... Os vestidos? Oh! Madame pode guardá-los. Minha irmã e eu tínhamos os nossos. Aqueles que vestíamos a noite, escondida. Agora tenho meu vestido e sou sua igual. Estou com a toalete vermelha das criminosas. Faço rir o doutor? Faço o doutor sorrir? Ele pensa que as criadas devem ter bom gosto de não fazerem festos que estão reservados à Madame! Verdade que me perdoa? É a bondade em pessoa. Que competir comigo em grandeza. Mas a que eu conquistar é a mais selvagem... Madame começa a perceber minha solidão! Finalmente! Agora estou sozinha, medonha. Podia lhe falar com crueldade, mas posso ser boa. Seu medo vai passar, Madame. Vai passar completamente. No meio das suas flores, seus perfumes, seus vestidos. Aquele vestido branco que a senhora usava à noite no baile de ópera, aquele vestido branco que eu não deixo ela vestir nunca. E no meio das suas jóias dos seus amantes. Quanto a mim, tenho, minha irmã. Sim, ouso falar nela. Ouso, Madame. posso ousar tudo. E quem poderia me fazer falar? Quem teria a coragem de me dizer: "minha filha"? Eu servi. Fiz os gestos que são necessarios para servir. Sorri para Madame. Me abaixei para lavar os ladrilhos, me abaixei para fazer a cama, me abaixei para descascar legumes, para escutar atrás das portas, colar meu olho nas fechaduras. Mas agora estou de pé. E fimer. Sou a estranguladora. A senhorita Solange, aquela que estrangulou a irmã! Me calar! Madame é mesmo delicada. Mas tenho pena da brancura da Madame, da sua pele acetinada, das suas orelhinhas, dos seus pulsinhos... Eu sou a falinha petra, tenho os meus juízes. Sou da polícia... Claire? Ela gostava muito, muito mesmo da Madame! ... Não senhor inspetor, diante deles não explico nada. Essas coisas só interessam a nós... Aquilo, minha filha, a nossa noites, nossa! Nem vocês nem ninguém vai saber nada, senão que desta vez Solagen foi até o fim. Vocês a estão vendo vestida de vermelho. Ela vai sair. Sair. Descer a grande escadaria! A polícia a acompanha. Saiam à sacada para vê-la seguir entre os negros penitentes. É meio-dia. E, assim, leva na mão uma tocha de nove libras. Logo atrás, o carrasco segreda-lhe ao ouvido palavras de amor. O carrasco me acompanha, Claire! Ela será reduzida em cortejo pos todas as criadas do bairro, por todos os demésticos que acompanharam Claire à sua última morada. Levam coroas, flores, bandeirolas, tocam o dobre de finados. O enterro desdobra sua pompa. Lindo, não. Vêm primeiro os mordomos, de fraque, sem forro de seda. Trazem suas coroas. Depois os criados de libré, os lacaios de culote curto e mais brancas. Trazem as nossas cores. Vêm os porteiros e vêm ainda as delegações do céu. E eu as conduzo. O carrasco me embala. Todos clamam. Estou pálida e vou morrer! Quantas flores! Deram-lhe um lindo enterro, não. Oh! Claire, minha pobrezinha Claire! Não adianta, Madame, obedeço à polícia. Só ela me compreende. Ela também é do mundo dos réprobos. Agora somos a senhorita Solange Lemercier. A mulher Lemercier. A Lemercier. A célebre criminosa. Claire, nós estmos peridas."

domingo, 28 de março de 2010

Milkshake

É estranho como as vezes a gente está no lugar certo e na hora certa sem saber. E como um simples milkshake pode mudar tudo. De repente você sai para tomar um sorvete com um amigo, e acaba encontrando alguém que precisa desesperadamente de uma ajuda. E como é bom as vezes mudar todos os seus planos para ajudar uma amiga, ou varios amigos, companheiro de profissão. Perdi o forró, mas tudo bem... ganhei a gratidão de varios, e outra, melhor ajudar amigos do que dançar com estranhos. =]
Terão outros forros para eu perder. Nem da nada não. Tudo se encaixa onde devia estar. De uma forma ou de outra.
Torço para que eles consigam muito e que um dia os veja brilhar.