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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Dança dos Pés

Dança... Movimentos... Sentimentos... Energia... Emoção...Dança...

Fui ver uma apresentação de dança do UAIQDANÇA no sabado de manhã, em comemoração dos 20 anos da escola. Algumas das danças já tinha visto em outras ocasiões, mas uma foi nova para mim.
Duas dançarinas entram no "palco" de saias longas e um "cone" cobrindo o corpo e a cabeça. A dança começa no chão onde os movimentos se dão apenas com as pernas e os pés. O ritmo se modifica com forme as dançarinas, ou vice e versa.
Como contar uma história só com os pés? Como passar sentimentos assim? Como emocionar assim?
São perguntas que qualquer ator em uma busca de melhor expressividade corporal procuraria. As duas dançarinas tiram de letra esses questionamentos, trazendo em seus pés e pernas toda uma sapequice de criança, uma curiosidade de menina, uma certeza de mulher.
A energia que era instaurada em cena, era de brincadeira, de alegria, de muita emoção.
Deixe que o pés te guie e mostre ao mundo como se sente.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Flores

Ainda nem chegou a primavera e as flores já estão brotando nos jardins. Algumas tímidas no seu cantinho se divertindo, outras já se mostrando ao mundo, toda a sua beleza. Olhando as sementes raramente a gente consegue ver a beleza que tem lá dentro, só quando estão brotando o talento natural de cara flor aparece. Hoje varias brotaram para mim. A beleza não está na perfeição, mas na espontaneidade. Um sorriso quando erra, uma olhadinha pro lado discreta para se encontrar, um escorregão, isso é que traz a beleza das flores, serem como são, não como o mundo quer que sejam.
O jardineiro faz de sua vida um total preparação de talentos, acreditando em cada semente que é plantada, cuidando, regando, adubando se preciso, não deixando morrer, plantando no lugar onde o sol bate melhor, mas não esquecendo das que nasceram nas sombras. O jardineiro mostra o caminho, facilita o possível para que as flores brilhem como nunca, e como brilham.
Todas as cores numa mistura de ritmos e sorrisos. Amarelo, roxo, vermelho, branco, verde, azul... todos estavam lá, todas girando, pulando, todas dançando suas musicas internas e mostrando suas belezas.
A beleza é o sorriso que cada flor ganha quando é adimirada e reconhecida.

terça-feira, 1 de junho de 2010

-Nu de mim mesmo

Hoje eu vi um espetáculo que me pegou no mais intimo em mim. "-Nu de mim mesmo" da Cia Teatro autônomo, começa a peça, pelo menos para mim, no momento em que um dos atores esperando o pessoal entrar, vai conversando com o público e então me pergunta: "Se você pudesse voltar no tempo e mudar uma coisa, o que seria?" e dai então minha cabeça já entrou em uma viagem interna nas minhas memórias que até agora não saiu.
Sabe aqueles momentos de total nostalgia que te bate uma saudade e uma alegria tremenda? Aqueles momentos em que se encontra velhos amigos de infancia e as historias que sobraram na lembrança são as unicas coisas que importam? É isso que vivi nessa peça. Os atores eram como velhos amigos meus, me ajudando a lembrar de coisas que são importantes para mim, mas que de repente ficam "esquecidas" na mente. Os cinco atores que estão em cena, trazem uma alegria tão grande apresentando que nos leva totalmente para dentro da historia.
É um jogo de ser e não ser, de lembrar e atuar, de viver e contar... lindo de se ver...
Não sei quanto tempo foi o espetáculo, pois não tive vontade em momento nenhum de saber que horas era e quando ia acabar, que não queria que acabasse rapido. Me falaram que foi 3 horas e meia, que tivesse sido 6.
Eu imagino, quantas histórias não são revividas durante essas 3 horas. Hístorias das personagens, dos atores, dos espectadores, da vida, do mundo da historia. Eu não sei dizer quantas memórias me veio em mente, mas sei que um pedaço de cada momento importante da minha vida, passou por mim.

Sai da peça, não queria falar nada, eu que sou o que mais fala, só queria ficar queto, curtindo meu momento. Depois de um tempo, em silencio para mim mesmo, fui cumprimentar os atores, porque eles mereceram, e muito!

Só tenho para dizer para eles: PARABENS!

Memória é o que está mais forte em mim nesses ultimos dias, tem muitos motivos para isso, mas não quero citar. Eu precisava dessa peça, e nem sabia o quanto. E tudo aconteceu da maneira perfeita para eu assistir, o que me fez acreditar mais ainda de quanto eu precisava assistir isso. Talvez agora serei outro, talvez o mesmo com a cabeça mais aberta, talvez amanhã não mude nada em minha vida, mas eu precisava ver.
E se não viajasse na quarta, iria para Uberaba assisti-los mais uma vez.

E mais uma vez, não sei se estou feliz ou triste depois disso. Só sei que estou aqui, e por enquanto está otimo!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

E o circulo se fecha, para depois se abrir de novo.


E acabou o II Festival Latino Americano Ruinas Circulares. 6 Dias de espetáculos, oficinas, palestras, demonstrações ... 6 Dias de intercambio cultural entre Colombia, Peru, São Paulo, Bahia e Uberlândia... 6 Dias de muito trabalho... Cada dia era um tema novo a ser abordado, de uma maneira diferente. Cada dia era uma correria para tudo dar certo. Alguns problemas, como sempre acontece, mas no geral foi otimo! Ficar de Anjo do pessoal do Oco Teatro, foi, para mim, uma experiencia muito boa, conheci 10 pessoas que não tinha muita coisa em comum, jeitos diferentes, sotaques diferentes, lugares diferentes, unidos por um sonho em comum, um pensamento em comum, o amor pelo teatro e a vontade de faze-lo. Trazendo pra mim um norte para meu caminho. Desde tempos sabia o que queria, só não sabia ao certo como chegar, e vendo um grupo que de repente trabalha com tudo que eu queria trabalhar, com um espetáculo lindo de se ver ("O sonho de Segismundo") renova as minhas energias, minhas esperanças. Por mais que, por enquanto, minha luta ainda é um tanto solitaria, eu continuo acreditanto que um dia, como eles, vou conseguir me encontrar em um grupo que acredite em uma certa pesquisa para a preparação e a forma de se fazer teatro. Fica uma grande vontade para mim, fazer uma oficina maior, e que eu só tenha que pensar na oficina, com o grupo. Para assim conseguir absorver melhor tudo que vi, senti, ouvi... Torco que o Oco Teatro, tenha um caminho muito trabalhoso, mas também muito satisfatório pela frente. Que apareça muitas oportunidades para o grupo crescer cada vez mais. Só três dia com o grupo e criei um carinho muito grande por eles. Quem sabe um dia , eu não esteja perdido pela Bahia e consiga reencontra-los. Agora fica a espera pelo ano que vem e o III Festival Latino Americano Ruinas Circulares! Que traga mais grupos, e mais experiencias para a cidade.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Gordinha

Feliz Aniversário! :*

sábado, 13 de março de 2010

6° Mostra Nacional de Teatro de Uberlândia - SESC ATU

Depois de uma semana inteira só de teatro, vou postar algo aqui ...
6° Mostra Nacional de Teatro de Uberlândia SESC - ATU, acontecendo aqui na cidade... primeiramente, "As Criadas" foram selecionadas para apresentar, e nessa segunda, dia 15, a gente apresenta. Para ser sincero, estou achando meio fraco os espetáculos que foram apresentados. De 7 peças que vi, só gostei mesmo de duas. E é dessas duas que vou falar.

A primeira é um infantil. "A Fabulosa Viagem de Duda deLola em Busca da Irmã Perdida ou ... CADÊ KIKA?". Foi assim, lindo a peça. Fiquei maravilhado e revivi momentos da minha infância e o sentimento que tinha ao ver teatro. O espetáculo me pegou pela beleza, simplicidade e pela capacidade que as atrizes tinham em trazer o mundo fantastico criado por uma criança. A história simples de duas amigas, Duda e Lola, a procura da irmã, Kika, que está perdido. Mas para encontrar Kika, elas tem que fazer algumas tarefas que parecem impossiveis, como ensinar o Maior Medroso do mundo a não ter medo, fazer a mulher mais fofoqueira, que sabe tudo de todos, deixar de se preocupar com a vida dos outros e cuidar da sua própria e, também, fazer o Homem que nunca ri, dar risadas. Para comprir essas tarefas, elas buscam as soluções mais inesperadas de todas. As duas atrizes, Glauce Carvalho e Karina Muller, resignificam todos os elementos para aumentar a magia do espetáculo e nos trazer aqueles momentos fantasiosos que tinhamos quando criança. Não tenho como não parabenizar a peça como um todo, atrizes, direção, dramaturgia, Figurino, cenografia, iluminação, musica e todos que ajudaram para fazer acontecer.

A outra peça que gostei foi "O Caderno da Morte" que é inspirado um mangá chamado "Death Note". Já conhecia o mangá e o anime de anos, e desda primeira vez que tive contato me apaixonei pela história. Posso dizer que a "Cia Zero Zero" conseguiu capturar a essencia do anime para trazer para o teatro. Confesso, como toda adaptação, tiveram perdas, mas não tenho como falar que não ficou bom, pois transformar 37 episodios e colocar em uma hora e meia de espetáculo esperando não perder nada, é como querer sair na chuva pelado e não se molhar. Como adimirador da história real, digo que eles consiguiram algo muito dificil de conseguir, contar da historia o necessario para trazer o questionamento principal do anime. Além da boa adaptação do espetáculo era claro ver o estudo que foi feito para eles criarem os personagens, que eu acabei dividindo em dois grupos. Primeiro, os seguidores de animes, quem eram três, o Shinigami, o L e a Missa. Dava para se perceber como eles absorveram a essencia do anime e transpuseram para o teatro. Dava para ver o anime se misturando ao ator. Me lembrou muito minha época de frequentador de eventos de animes, onde eu encontrava varias pessoas de cosplay que era tão fã que conseguia até reproduzir os gestos e jeito de falar da personagem que estava fantasiado, e para mim, ver isso no teatro, foi lindo. Os 3 de parabens! O segundo grupo, seria uma busca mais americanizada das personagens, nele o Raito e o Pai de Raito. Eles se diferenciaram na forma de criar, mas não acho isso ruim, fiquei até surpreso de como, apesar de vir com outras referencias, conseguiram encaixar os personagens no ritimo que os outros 3 atores traziam do anime. O mais importante foi que os 5 consiguiram manter a personalidade das personagens, os mais cômicos , se mantiveram engrassados, e os serios não perderam a seriedade, o que eu acho muito válido. Pois seria facil as vezes trazer todos os personagens com a comicidade, e deixar o peso que o anime traz de lado. Apesar de ter sido muito criticado por amigos de faculdade, eu coloco "O Caderno da Morte" como um das Melhores peças da Mostra. Até hoje pelo menos.
Sem muito mais o que dizer por hoje. Espero me surpreender com os próximos espetáculos que acontecerão.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Letícia!

Só deixar aqui regristrado... valeu bailarina ^^ sempre tendo saco pra ler qq eu escrevo
temq ter coragem , parabens
hauahuhauhuahuahuahuahuahuauh
unica pessoa que comenta aqui
tudo bem , não que eu tenha feito para alguem comentar, mas de qualquer maneira

saudade de ti ;)

relaxa... jah jah to lah em udia firme e forte
ehehehhe

:*

sábado, 28 de novembro de 2009

LUTO


Hoje morreu meu avô materno, Leandro Presumido! Não quero falar muito, to bem baquiado no momento, assim que eu tiver forças escrevo a homenagem que ele merece, mesmo sabendo que não vai chegar perto do que ele merece.
Agora fica a Saudade!

Só para constar, meu avô e minha avó maternos morreram no segundo semestre de 2009. (acredito muito que meu avô morreu de saudade da esposa.)

Amo cada um com todo o meu ser, eternamente vocês estão em mim.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Te amo!!

Ferias, momento em que todos acham que vai ser só descanso, só diversão, pelo menos para uma pessoal qualquer seria assim, já a minha vida que a muito tempo deixou de ser algo normal, uma simples ferias banal, se torna um moinho de emoções, explosões boas e ruins, sentimentos novos e únicos, e também antigos que retornam.
O que esperar de duas semanas na casa de seus pais, sem correrias, sem ensaios, sem aulas, sem passar fome, sem ter mil trabalhos para terminar?
Diversão? Descansar? Dormir talvez? Família unida? É acho que não vi tanto familiar junto antes, o que não me deixou nem um pouco mais feliz.


Vamos com calma, recapitular tudo. Pensar devagar e digerir tudo que aconteceu.

Cheguei em Marília dia 11/07 por volta das 3:30 da manhã. Cheguei em casa por volta das 4:00. Em casa se encontrava, meu irmão, meu primo e o amigo do meu irmão, e também importante lembrar, um playstation 3. Decidiram ficar acordados jogando me esperando, já que meus pais tinham ido para São Paulo buscar minha irmã que voltava de Portugal.

tá varias coisas aconteceram entre um acontecimento e outro que vou citar, mas eu não lembro de muita coisa, e não importa ser citadas agora.

Próximo momento importante que eu quero lembrar aqui foi no dia 21/07, acontecido perto das 4:00 da manhã também. Minha avó, que já sofria de câncer a algum tempo morre. Não posso falar que foi algo de todo ruim, ela teve sua vida um tempo bom, 70 anos, não é pouco. Viu os filhos crescerem, viu todos casarem, viu tendo filhos, viu os netos nascendo, viu os netos crescendo. Ela viveu bastante, e sempre sorridente, sempre alegre, sempre animada para a próxima, mesmo se a próxima não chegasse.
No velório cheguei logo cedo, não recordo que horas, só os familiares se encontrava por ali, também nem era todos que já estava sabendo. Mas na hora do almoço o velório loto, tinha muita gente, era o único velório acontecendo no momento, mas tinha tanta gente, que parecia... sei lá, sei lá o que parecia. Minha avó deve ter ficado contente, ela morria de medo de não tem ninguém no velório dela.
Eu não chorei no começo, pensei comigo, só choro se der vontade de chorar. Não sei mas alguns momentos sentia como se as pessoas chorassem por ser um velório, por ter que chorar, porque se não chorassem não se importavam, algo assim.
Eu não queria chorar, não por motivos desses, então fiquei na minha, até que ficou só a família unida, é tão duro, eu olhava em volta e pensava: "Meu, ela não vai estar mais aqui, ela não é mais a família que vai estar comigo", isso me deu um aperto tão grande, mas tão grande que meus olhos começaram a encher de lágrimas, mas ao mesmo tempo eu lembrava dela, como ela era. Tudo vinha na minha cabeça, então eu sorria, com ela, com tudo, e chorava mais.
Minha mãe tinha falado pra eu ajudar ela com meu avô na hora de ir ate o local do enterro, mas não aguentei, logo que foram carregar o caixão, eu fiz questão de ser o primeiro a segura-lo. Carregamos até o carrinho, mas por mim, leva até a cova, sem reclamar, sem fraquejar.
No momento em que a enterrava também não chorei, nem uma lágrima, mas quando todos foram embora, eu fiquei, e mais uma vez comecei a chorar. Chorei sozinho, olhando para um túmulo. Dessa vez o que eu pensava era, "Ela se foi, e eu nunca consegui mostrar minha arte pra ela", aquilo que ela se orgulhava tanto de mim, mesmo sem nunca ter visto, aquilo que ela enchia a boca pra falar para todo "Meu neto? É uma ator, um dia vai ser famoso e eu vou no Faustão falar dele, contar as historias dele." Ela foi a primeira a acreditar em mim quando decidi minha vida, mas por tantos motivos ela não pode ir me ver, e eu abandonei ela para seguir minha vida. Tudo que eu mais queria era poder ouvir dela que esta orgulhosa de mim depois de ver uma peça minha. Agora tenho um motivo a mais para continuar na minha luta, sendo do jeito que for, eu vou fazer ela se orgulhar de mim, vou ser o melhor. Vou ultrapassar cada limite meu para ser o melhor.
Outro detalhe sobre o assunto, hoje foi a missa dela e eu não pude ir, não sou religioso, nem nada assim, mas ela era. Queria estar lá por ela, pra mostrar que por ela até na igreja eu iria. Tomara que tenha sido uma cerimonia (é assim que chama ?), missa, sei lá, linda. Que tenha emocionado a todos, que ela tenha recebido tudo que ela merecia.
Ela foi uma pessoa linda, dedicada, meiga, carinhosa, preocupada, religiosa, sorridente, alegre... ela foi a avó mais louca que eu tive, mas poxa, pra um cara louco como eu... a avó ideal pra passar minha vida, para ir conversar, pra aprender até costurar, bordar, tricotar.... pra jogar baralho, para ser chamado de filho da puta. Ela era a minha avó, a que eu sempre precisei, e que ainda vou precisar, mesmo não estando mais aqui.
Você está guardada comigo, em mim...
Te amo. Como te falei a ultima vez que te vi viva. Como a ultima coisa que eu falei pra você, eu te amo! Sempre vou te amar.
Descansa tá bem Ivani? Você merece. :***

Bom ia até falar mais sobre as ferias, mas porra, foi foda pra mim falar sobre minha avó, foda não, mas me bateu uma tristeza e uma alegria grande...
Só queria uma ultima conversa casual com ela, uma ultima risada com ela, um ultimo abraço, sei lá. Não adianta chorar pelo o que já foi não é?
amanhã talvez eu escreva o resto.
;)