sábado, 26 de setembro de 2015

Eu estou desesperado. Como se o mundo tivesse decidido que eu não merecia a felicidade. Sou só um garoto qualquer tentando sobreviver nessa selva. Tentando desesperadamente fazer tudo para fazer alguém feliz. 
Percebi a pouco, que abandonei tudo. Meus sonhos, meus amigos, minhas vontades, meus prazeres, eu me abandonei, na tentativa de ser algo mais. De ser Perfeito(?). Maldita perfeição que eu sou incapaz de alcançar. Hoje, me vejo sozinho, largado num canto qualquer de um apartamento vazio. Me vejo num vazio tão grande que eu duvido ser capaz de preencher. Vejo como o mundo é ruim, e pesado. E como toda minha positividade e o que restava das minhas energias foram sugadas, mastigadas e descartadas. 
O mundo acontece lá fora. As pessoas se divertem. Bebem, dançam, cantam, tudo. E eu me retiro para a escuridão da minha solidão. E como eu me sinto sozinho. SOZINHO!
Essa palavra me assusta não pelo medo de ter que me virar sem ninguém, mas pela certeza que nasci uma pessoa que tem tudo para não ser só. E não é amor que me falta é calma!!!
Hoje as coisas não fazem sentido na minha cabeça.
Hoje meu coração quer explodir de dor.
Hoje meus olhos chovem sem parar.
Hoje minha boca se contorce involuntariamente.
Hoje... sinto o escuro me rondear.
Hoje só desejo que acabe.

E ninguém pode me salvar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Nem tudo são flores, nem tudo são espinhos.

Então, sinto seu cheiro. Sinto seu corpo e seu calor. Por poucos segundos esqueço a tempestade que acontece lá fora. Esqueço que as pessoas passam fome. Esqueço que a qualquer momento o mundo pode acabar. Aquela sensação de abrir os olhos, aquele breve momento em que tudo que se vê é a existência de algo maior do que a sua própria presença. Já não me interessa muito nomear momentos e sentimento, pois, cada vez mais, ele se confundem entre a realidade e os sonhos. Prefiro pensar em serenidade, paz, ou o que preferir.
A vida é um jardim  exóticas a frente de um palácio abandonado. A primeira vista: a beleza provocante das flores, que te atrai, que te conquista. Uma daquelas beleza de se querer largar tudo para simplesmente admirar cada flor para o resto da vida. Mas não somos seres unicamente contempladores e temos que desbravar o desconhecido. Então encontramos os espinhos.
Cada flor com seu veneno, cada encanto com seu espinho, cada sedução com sua defesa. A vida é tem mais de dor do que de qualquer outra coisa. Aprendemos aos poucos cada armadilha traçada pelas belas e inocentes flores, mas perdemos pelo caminho pedaços importantes de nós mesmos. O sangue que fica, o suor, a pele, o cheiro, o sabor, a vontade. Vão ficando aos pedaços pelo atravessar da vida.
As vezes encontramos em uma clareira ou algo assim, uma rosa azul, sozinha e pronta para ser admirada. Nos aproximamos. Entendemos todos seus espinhos, todas suas proteções, e, talvez, deixemo-a sem guarda. Pronta para ser apanhada. Está ai sua vitória da vida.
De repente sua escolha é simples. Arrancar e levar contigo, torcendo desesperadamente que não morra antes de você ter a chance de fazer algo. Ou sentar, e se tornar mais um guardião de tal beleza.
Afinal de contas, de que adianta uma flor sozinha sem o resto do jardim para destaca-la?

Da repetição

E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.

E de repente a imagem que é construída pelo resto do mundo se torna mais importante do que a relação que se existe.

E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.

E aquele hino que não para de tocar em minha cabeça começa a se tornar amistoso.

E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.

E começa a faltar forças para segurar tudo sozinho.

E o mundo se repete.
E o mundo se repete.
E o mundo se repete.

E os sistemas param de funcionar. E falta ar. E falta calma. E o cérebro não funciona. E a cabeça parece apertar. E o corpo dói. E o coração não se aguenta. E a alma fraqueja. E falta-lhe carinho. E falta confiança. E falta amigos. E falta paz.

E o mundo se repete.
E o mundo se repete.

E tudo se torna confuso, monótono, incompleto.

E o mundo se repete.

E na repetição continuo a sonhar.
 

domingo, 6 de setembro de 2015

Talvez, esse tenha sido o princípio do fim. E assumo toda essa culpa que se vai. Seus olhos já não brilham mais para os meus. Seu sorriso já não se ilumina a minha presença. Seu toque anda tímido ao sentir meu calor. 
Dois corpos posicionados da forma mais inatural possível na cama. Aqueles mesmos corpos que por tempos se entrelaçaram e se confundiram na imensidão do amor. Dois corpos tristes, pesados e cansados. Dois corpos machucados pela vida, e por mim.
Hoje queria que tudo passasse. Queria poder sentir novamente a certeza de um abraço carinhoso. A ansiedade da minha chegada. Os planos a se concretizar. Queria poder ser tudo que nunca consegui ser para que, talvez assim, eu seja capaz de conquistar a felicidade que me foi posta a frente, sem nem eu mesmo merecer.
Você é, e sem nenhuma sombra de dúvidas, será uma das pessoas mais importantes da minha vida. Deixo para o tempo cicatrizar, ou romper de vez, os pontos que costuram todos aqueles cortes que fiz. Deixo para o vento o pedido de ar, para que assim possamos respirar, e ter calma. Deixo para a terra o conforte de um chão vazio na necessidade de me jogar. Deixo para a água a leveza do caminhar do rio que nos levará a novos lugares. Deixo para o fogo a vontade que ele não pare nunca de queimar dentro de nós.
Sou, e infelizmente continuarei sendo uma incompletude de homem. Pedaços de passados, esquecidos ou não. A tentativa constantes e inalcançável da perfeição. Sou nada além de uma criança triste pela vastidão do mundo que o cerca e pela incerteza de um futuro bom.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Oi amor,

Hoje acordei pensando em você, estranho dizer isso considerando a imensa distância de uns 15 centímetros que nossos corpos estavam um do outro, mas eu tinha tanta saudade de você. Você estava ali em seu sono profundo enquanto o mundo acontecia lá fora. E eu na pretensão de fazer cada segundo da minha vida valera ao máximo, para talvez me iludir em acreditar que existe algum sentido nas escolhas que fiz. Te olho por alguns minutos sem nem me mexer, a luz quase inexistente trazida pela sol e filtrada pela janela fechada. Nesse cenário, decido que a melhor maneira de gastar minhas horas de manhã restante é na escolha mais óbvia e mais prazerosa para mim. Talvez, e só talvez as minhas escolhas não são sempre erradas, pois nessa manhã, escolhi me aconchegar em você e dormir por mais algumas horas. Você ainda dormindo, talvez inconsciente, passa os braços ao meu redor e me abraça. Sinto seu calor passando em minha pele. Sinto seu corpo no meu. Sinto a calma de que sabe que tudo vai dar certo. Sinto você comigo.
É difícil dizer as vezes, mas a sua ausência me deixa louco. Totalmente desnorteado, sem saber ao certo o que fazer. Duvido de mim, duvido do mundo, desconfio que tudo está para acabar e sinto brevemente minha vida se esgotando. Por isso as vezes é tão difícil estar do seu lado quando essa ausência de intensifica em mim. Já não tenho certeza de que sou capaz de te fazer feliz, muito menos de que sou merecedor de tal privilégio que é te amar, e talvez, ser amado de volta.
Duvido da minha capacidade de estar ao seu lado e isso só se acalma em minha mente quando você me percebe ao seu lado, a sua espera, só querendo um beijo da maneira mais silenciosa e envergonhada possível. Vergonha de que me perguntaria... E eu não teria uma  resposta boa a dar. Não que tenha feito algo errado, o erro é eu estar ao seu lado e não ser capaz de te fazer a pessoa mais feliz do mundo. É difícil controlar as loucuras que acontecem dentro de mim, e o não perceber da minha necessidade de você me desequilibra e me desmancha.
Me sinto nada mais do que um escada rolando em um shopping vazio, não tenho sentido estar funcionando sem a presença de um corpo que me completa, sem você para ser útil.
Não sei dizer se morreria se me abandonasse, mas sei que a vida ficaria confusa e sem um bom sentido para seguir em frente. Por tempos o vazio me consumiria e a loucura bateria a porta como melhores amigos quem não se encontram a tempos, ou então que se encontram todos os dias. Não me entregaria a bebida, pois sei que se me embriagasse acabaria que nem um infeliz renegado correndo desesperadamente atrás de tudo que perdeu, no caso você. 
Desculpa a minha incapacidade de perfeição ao seu lado, mas você tira totalmente meu chão, tinha minha essência, tira minha razão. Eu sou como um bichano abandonado no inverno procurando desesperadamente um pouco de calor para sobreviver. E meu calor é você.
As vezes me faltam palavras para te explicar tudo que passa pela minha pela, pelas minhas veias, pela minha aula quando estou ao seu lado. Talvez pudesse eu simplificar isso em Amor. Mas amor as vezes parece tão vago e comum. Se for assim, nem sei o que sinto por ti.
com carinho. 
Alguém que te quer bem.

sábado, 15 de agosto de 2015

Não sei onde deixe toda a calma que tinha dentro de mim, em alguma esquina qualquer deve ter se perdido. Alguma curva que fiz mais forte e não percebi pedaços de mim ficando para traz. Hoje o mundo me incomoda. Sinto meu corpo definhando com nunca antes aconteceu. Como se todos os erros e problemas que desviei durante minha vida voltasse a tona como uma onda devastadora. Dentes que se apertam, bolhas que surgem, coceiras que não terminam, buracos, verrugas, veias, ausências e mais ausências. Se um dia escapei dos meu males, hoje eles me esmagam, me esvaziam. Como se drenassem cada energia que possa aparecer em mim. Hoje recorro a velhas crenças que me acalmava quando criança. Hoje me apego aos pequenos lapsos de memórias que me restam, afinal de contas, não sei mais quantos anos ainda me restam dentro do campo cultivado de lembranças. 
Me ocupa também medos, ilusões, descrenças. solidão. Estou ocupado pelo vazio, e o vazio ocupa tanto espaço! Me assusta perceber que quem fui, talvez, não me sirva mais. Talvez falte eu me reencontrar, como sempre é necessário para qualquer um em sanidade, mas nem sei mais se posso dizer que existe alguma sanidade em mim ainda.
Estou me afogando em mim, e desse mar, poucos podem me salvar.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ando me sentindo impotente.
Acho que não tem uma maneira melhor de explicar o que passo que não essa.
Tenho tentado todos os dias dar conta de pequenas coisas, pois as grandes coisas tenho tido muito medo de tentar encarar. Infelizmente, como se fosse um sinal de reprovação travado, escuto o mundo me mostrando como não sou capaz de realizar tais planos, por menor que seja. 
Talvez o que eu precise é de alguém, ninguém em especial, mas uma pessoa que lembre de mim, que venha me dar um "oi", puxar qualquer assunto banal da vida, que em meio essa conversa, talvez perceba, ou talvez não, que eu estou me sentindo fraco, e que não tente me enganar em falar que sou ótimo, perfeito. ou qualquer coisa do gênero, mas que pergunte como pode ajuda.
Mesmo que minha resposta seja "não tem como ajudar", o que provavelmente será, já me ajuda.
Não me desfaço das pessoas ao meu lado, nem menosprezo o que tentam fazer ao me elogiar... é que tem dias que você não está bem, e não importa o quanto a pessoa tente te mostrar que você é bom em algo, você não vai acreditar.
Preciso de alguém que tenha paciência quando estou assim, pois é quando estou mais vulnerável. Qualquer erro grita em minha cabeça o constante fracasso que conquisto.
É como querer pegar água com as mãos, você consegue, mas aos poucos ela se vai entre os dedos, entre os vazios que encontram dentro de você.
Minha cabeça tem latejado ao gritar pra mim mesmo que não sou capaz, que vou esquecer as coisas e decepcionar cada pessoa que me importa nesse mundo.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Da vontade de sumir

Um dia, em meio minhas loucuras e agonias, decidi que seria dono de mim, que nada nem ninguém me derrubaria, pois sabia que no fundo, no fundo... somos todos sozinhos. Somos pessoas egoístas presas em suas próprias solidões. O medo de nossos próprios medos nos fazia acreditar na necessidade de nos envolver uns com os outros. E eu, sempre na minha inocência de vida, escolhi ser auto suficiente. Cuidar do meu corpo, da minha mente e da minha alma por conta própria (claro que isso não conta meu pai e minha mãe). Decidi assim que a solidão não seria meu medo, mas meu triunfo, pois enquanto todos estivessem se desfazendo no medo de não ter ninguém, eu estaria me esforçando para ser quem eu sou. Por anos, essa escolha foi nada além do que muito bem sucedida. Se ficasse doente, me cuidava sozinho. Se ficasse triste, me faria rir. Se ficasse louco, curtiria minha loucura. 
Descobri então que a vida assim é muito mais fácil do que pode se parecer em qualquer outro lugar. Apesar de construir certas barreiras invisíveis a qualquer um. 
O amor é algo estranho, algo complexo, algo que não dá para ser explicado com facilidade. E graças ao amor, minhas barreiras foram quebradas. 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Do ofício ao vazio.
Talvez nunca tivesse percebido, mas existe uma necessidade de criação em mim.
De repente, algo tão ... sutil, me faz falta como água.
Sempre foi tão mais fácil pensar em meio ao caos da criação, que ultimamente na ausência dela me sinto... empacado. Paralisado. Ou qualquer coisa assim.
As vezes é difícil de respirar.

domingo, 26 de julho de 2015

Então... o mundo parou.
Não tinha muito mais o que falar sobre esse fato estranho que me acontecia de repente. Era como se não existisse mais vida, não existisse mais energia que se deslocasse de mim ou pra mim. 
Sentia um enorme vazio interno que me impedia de sentir qualquer outra coisa. 
Não tinha raiva, não tinha ódio, não tinha tristeza, tão pouco alegria. Eu só estava lá. No mesmo lugar de sempre esperando algo acontecer. Não sei bem dizer quanto tempo se passou, mas posso te afirmar que a sensação que tive foi de aproximadamente uma vida. Quantos minutos cabem em uma vida? Quantas vidas em um minuto?
Eu tentava respirar, para sem bem sincero era a unica coisa que pensava, na respiração.
Calma. 
O ar continuava se segurando para não entrar em meu pulmão fazendo assim a vida pulsar. 
As vezes bate aquele desespero de simplesmente não saber mais como viver. As vezes o céu se abre de uma forma tão majestosa que simplesmente você sabe exatamente o que fazer para o resto da sua vida. No meu caso... Nada. Simplesmente NADA.
Não é que eu não soubesse, ou soubesse, o que fazer